Apresentação As propostas da APLURB não substituem os projetos da SINFRA: são pré-projetos de arquitetura, sem responsável técnico, que a Direção do CT encaminha à SINFRA para os projetos complementares, o orçamento e a execução. A Assessoria de Projetos Urbanísticos e de Infraestrutura (APLURB) é a assessoria da Direção do Centro de Tecnologia que estuda e projeta os espaços do CT: salas, laboratórios, banheiros, áreas externas, paisagismo e a infraestrutura dos blocos. A rigor, projetar as edificações da UFPB cabe à SINFRA; o CT mantém a assessoria porque tem conhecimento técnico na área e pode adiantar esse trabalho. Por isso, o que a APLURB entrega são propostas e pré-projetos de arquitetura, mesmo quando detalhados: os projetos complementares, o orçamento e a execução cabem à SINFRA. Este manual descreve o ato projetual da assessoria, isto é, o caminho que toda demanda percorre, do pedido à entrega da proposta à Direção do CT. Ele serve de guia para assessores e estagiários e de referência para quem pede um projeto. O ato projetual em três fases Todo projeto passa por três fases. A primeira abre o problema e se fecha no programa de necessidades; a segunda abre de novo, gerando alternativas que são apresentadas ainda sem detalhamento; a terceira faz as alternativas convergirem numa solução, abandonando algumas ideias e confirmando outras, e a detalha. Cada fase termina num marco , em que quem usa e quem decide validam o resultado antes de seguir. Fase Pergunta O que se faz Termina com Procedimentos 1. Definição do problema O que precisa ser resolvido e quais regras valem? Receber a demanda; visitar e levantar o local (medidas, fotos, vídeos, instalações existentes); levantar legislação, normas e procedimentos M1 – programa de necessidades validado pelo demandante APLURB001 e APLURB002 2. Busca de soluções Quais caminhos são possíveis? Gerar alternativas para cada necessidade; fazer reuniões de alinhamento; apresentar as alternativas, ainda sem detalhamento, ao demandante e às demais partes (Direção do CT, chefia da unidade, SINFRA) M2 – direção escolhida pelo demandante APLURB003 3. Definição da solução Como será feito? Convergir as alternativas numa solução; detalhar a proposta arquitetônica; indicar o que ela pede das demais disciplinas; produzir pranchas, renders e a apresentação final M3 – proposta aprovada e entregue à Direção do CT APLURB004 e APLURB005 Decisões da Direção do CT e banco de projetos A Direção do CT é, em geral, quem financia, e as decisões sobre o projeto são sempre dela, em três momentos: acolher o pedido (APLURB001); enviar a proposta pronta à SINFRA, para os projetos complementares e o orçamento; e, com o orçamento em mãos, autorizar a execução. A falta de recurso não interrompe o projeto: muitas vezes é a proposta pronta que permite orçar e buscar o recurso. Por isso, as propostas prontas, com ou sem orçamento, formam o banco de projetos do CT, publicado no Repositório de Projetos. Tipos de intervenção Logo na chegada do pedido, a APLURB classifica a intervenção, porque dela dependem o nível de detalhe da proposta, as disciplinas envolvidas e o caminho de execução. Tipo Exemplos no CT Enquadramento Caminho provável Layout e mobiliário Sala CTF 104 (P680); stands da Feira das Profissões (P696) Sem obra Planta de layout e especificação do mobiliário; compra pelo demandante ou pela Direção do CT Adequação Sala T06 do Bloco CTJ (P567); Laboratório LACQUA (P485) Serviço comum de engenharia: manutenção, adequação e adaptação que preservam as características originais do imóvel (Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XXI, "a"); despesa de custeio A Direção do CT envia à SINFRA; o projeto básico pode bastar (art. 18, § 3º); execução nos serviços gerais de engenharia Reforma, ampliação ou obra nova Bloco de Pós-graduação, obra do REUNI (P488) Obra: altera substancialmente as características originais do imóvel (art. 6º, XII); recurso de capital e licitação específica A Direção do CT envia à SINFRA, que faz o projeto básico e o executivo (art. 46, § 1º); licitação específica Nos nomes dos projetos do CT usa-se "adequação", e não "reforma", sempre que a intervenção preservar as características originais do imóvel. Quem participa Papel Quem O que faz Demandante (cliente e usuário) Departamento, coordenação, programa de pós-graduação, laboratório ou setor que pediu o projeto Descreve a necessidade, acompanha as visitas, valida o programa, escolhe a direção entre as alternativas e aprova a proposta Chefia da unidade Chefe do departamento, coordenador ou responsável pelo espaço Dá o aval ao pedido APLURB Assessor responsável e estagiários Conduz as três fases, mantém o projeto atualizado no Planeja CT e entrega a proposta à Direção do CT Direção do CT Diretor do Centro Decide em todos os momentos e, em geral, é quem financia SINFRA Superintendência de Infraestrutura da UFPB Faz os projetos complementares, o orçamento e a execução, a pedido da Direção do CT; é ouvida na Fase 2 e na apresentação final Onde cada coisa fica registrada Onde O quê Atendimento CT, setor "Assessoria de Projetos Urbanísticos e de Infraestrutura" O pedido, o aval da chefia e as conversas com o demandante Planeja CT O projeto (P###), a equipe, as atividades de cada fase com datas e as reuniões Drive da APLURB, em 04 Projetos\Nome - AAAA-MM (demandante) - P### Todo o processo: 01 Levantamento , 02 Projeto , 03 Entregas , 04 Imagens e renders e Versões anteriores Repositório de Projetos O resultado e o banco de projetos do CT: versões, PDF final, capa e galeria SIPAC O envio da proposta à SINFRA, feito pela Direção do CT A pasta guarda o processo; o Repositório publica o resultado. Correspondência com as normas Pela Lei nº 14.133/2021, o conjunto que a APLURB entrega funciona como um anteprojeto: a peça técnica com os subsídios necessários à elaboração do projeto básico (art. 6º, XXIV). O projeto básico, o projeto executivo e os complementares cabem à SINFRA; numa adequação, o projeto básico pode bastar (art. 18, § 3º). Fase da APLURB ABNT NBR 16636-2 (projeto arquitetônico) Lei nº 14.133/2021, art. 6º, XXIV (anteprojeto) 1. Definição do problema Levantamento de informações, programa de necessidades e estudo de viabilidade Demonstração e justificativa do programa de necessidades (alínea "a") 2. Busca de soluções Estudo preliminar (EP-ARQ) Proposta de concepção e estudos que a embasaram (alíneas "f" e "g") 3. Definição da solução Anteprojeto (AP-ARQ), detalhado quando preciso Memorial descritivo dos elementos, componentes e materiais (alínea "j") Índice do livro Nº Procedimento Fase 1ª etapa Termina com 1 APLURB001 - Solicitação de projeto à APLURB Entrada da Fase 1 Demandante abre atendimento, com o aval da chefia Projeto registrado no Planeja CT 2 APLURB002 - Fase 1: Definição do problema e programa de necessidades 1 Consulta à base técnica M1 3 APLURB003 - Fase 2: Busca de soluções e alternativas 2 Geração de alternativas M2 4 APLURB004 - Fase 3: Definição e detalhamento da solução 3 Convergência numa solução M3 5 APLURB005 - Entrega final e encaminhamento à Direção do CT Desfecho da Fase 3 Pacote final em 03 Entregas Proposta entregue à Direção e publicada no Repositório Fluxograma geral